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Arqueologia dos Jogos Escavando a Cultura Material na Era do Atari

Os vídeos das aulas remotas do curso de extensão “Arqueologia dos Jogos Escavando a Cultura Material na Era do Atari” ministrado entre 21/09/2020 – 30/09/2020 por Alex Martire e Amanda Viveiros sob coordenação do Prof. Dr. Vagner C. Porto está disponível no Canal do MAE no YouTube:
Aula 1
Aula 2
Aula 3
Aula 4

Curso “Arqueologia dos Jogos Escavando a Cultura Material na Era do Atari”

Embora surgidos em um contexto de espaço público (as salas de fliperamas/arcades), os jogos digitais somente ganharam o status que possuem atualmente no fim da década de 1970, com o lançamento de consoles de videogames caseiros. Dentre eles, o que recebeu maior destaque de vendas foi o Atari VCS (ou Atari 2600), chegando ao mercado estadunidense em 1977, trazendo consigo sucessos das salas de fliperamas para o ambiente doméstico. A partir desse momento, ainda foram necessários alguns anos para que se formasse uma “cultura de videogames” mundo afora, porém, o embrião da mudança já estava estabelecido.
Este curso de Difusão visa trabalhar com a área de pesquisa dentro da Arqueologia denominada Archaeogaming (ou Arqueojogos, em tradução livre) para apresentar ao público a arqueologia do contemporâneo. Serão pormenorizados aspectos da metodologia do Archaeogaming de acordo com aquilo que podemos inferir do objeto de estudo: o console Atari 2600 e os seus impactos sociais à época. Desse modo, após breve introdução sobre conceitos arqueológicos, serão apresentados os aspectos socioeconômicos e materiais (físicos) do console, passando por análises iconográficas de suas propagandas, bem como a programação de seus jogos, culminando com o “crash” da indústria em 1983, que levou ao sepultamento dos cartuchos de Atari em Alamogordo (Novo México, EUA).

Apresentar ao público em geral os conceitos de Arqueologia e como podem ser aplicados à cultura material contemporânea a partir do estudo de caso do console de videogame Atari 2600. Serão pormenorizados os aspectos teóricos que estão ligados à metodologia do Archaeogaming, bem como a análise socioeconômica e material do Atari 2600.

Referências:
AMOS, Evan. The game console: a photographic history from Atari to Xbox. San Francisco: No Starch Press, 2019.
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DENNIS, L. Meghan. “Archaeogaming, ethics, and participatory standards”. In: The SAA Archaeological Record 16(5), pp. 29-33, 2016.
GLANCEY, Paul. Complete History of Computer and Video Games. UK: EMAP, 1996.
KOCUREK, Carly A. Coin-Operated Americans: Rebooting Boyhood at the Video Game Arcade. Minnesota: Univ Of Minnesota Press, 2015.
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MONTFORT, Nick & BOGOST, Ian. Racing the beam. The Atari Video Computer System. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2009.
NEWMAN, Michael Z. Atari Age: the emergence of video games in America. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2017.
PINA, Amanda D. de V. Os artefatos podem jogar? A digitalização do patrimônio arqueológico em jogos eletrônicos. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Pará, 2019.
REINHARD, Andrew. Archaeogaming: an introduction to archaeology in and of video games. Oxford: Berghahn Books, 2018.
SCHIFFER, Michael B. Formation processes of the archaeological record. Albuquerque: University of New Mexico Press, 1987.
TRIGGER, B. História do pensamento arqueológico. São Paulo: Odysseus, 2004.

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