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Construindo uma arqueologia Portugal/Brasil: Pessoas, materialidades e colonialismo

O curso de extensão “Construindo uma arqueologia Portugal-Brasil: pessoas, materialidades e colonialismo” está sendo oferecido pelo MAE-USP entre 08/04 e 13/05/21, tendo sido ministrado pelas pesquisadoras Marianne Sallum e Tania Casimiro, sob coordenação do Prof. Dr. Astolfo Gomes de Mello Araujo.

Informações sobre o Curso

Link para as Aulas Remotas

O curso apresenta aspectos da produção e consumo da cerâmica comum e das faianças portuguesas e sua presença no Brasil entre os séculos XVI e XIX. Vai abordar algo sobre os processos de circulação da materialidade pelo Atlântico, as relações de práticas cerâmicas entre europeus, indígenas e africanos, além de temas sobre linguagem, arqueologia do colonialismo e da persistência.

08/04: 
– Aula Aberta “Arqueologia Colaborativa da Persistência Indígena: uma visão da América” – Prof. Stephen Silliman (Universidade de Massachusetts-Boston). Tradução: Louise Cardoso de Mello.

15/04:
– Do barreiro à lixeira e Inovação, apropriação cultural e contrafacção. A faiança portuguesa dos séculos XVI, XVII e XVIII – Tânia Casimiro (Universidade Nova de Lisboa)

22/04:
– Consumo e globalização da cerâmica portuguesa e a propaganda imperial e colonial – Tânia Casimiro (Universidade Nova de Lisboa) e Sarah Newsted (Universidade de Leicester)

29/04:
– As cerâmicas Tupiniquim e Paulista: história, tecnologia e linguagem – Ana Suelly Cabral (Universidade de Brasília); Francisco Silva Noelli (Universidade de Lisboa) e Marianne Sallum (Universidade de São Paulo)

06/05:
– As relações Tupiniquim e portugueses – Marianne Sallum (Universidade de São Paulo) e Francisco Silva Noelli (Universidade de Lisboa)
– Tecnologias Ancestrais: Diáspora Africana e Sistema Atlântico nas charqueadas de Pelotas – Lúcio M. Ferreira (Universidade Federal de Pelotas)
– Sentidos, escravidão e modernidade: pensando a formação do mundo moderno a partir do Vale do Paraíba, séc. 19 – Rui G. Coelho (Universidade de Durham)

13/05:
– Novas perspectivas sobre colonialismo, amansamento/apropriação, gênero – Célia Xakriabá (Universidade Federal de Minas Gerais) e Marianne Sallum (Universidade de São Paulo)


Bibliografia:

CASIMIRO, Tânia. Faiança portuguesa: datação e evolução crono-estilística. Revista Portuguesa de Arqueologia, v. 16, n. 1, p. 351-367, 2013. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7299454.pdf. Acesso em: 09 abr. 2021.

CASIMIRO, Tânia Manuel. Globalization, trade, and material culture: Portugal’s role in the making of a multicultural Europe (1415–1806). Post-Medieval Archaeology, v. 54, n. 1, p. 1-17, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1080/00794236.2020.1750239. Acesso em: 09 abr. 2021.

CASIMIRO, Tânia Manuel et al. Lead glazed ceramics in Lisbon (16th-18th centuries). In: Pereira, S.; Marluci, M.; Rodrigues, J. (eds) GlazeArt2018. International Conference Glazed Ceramics in Cultural Heritage, Lisboa: LNEC,  2018. p. 268-282. Disponível em: https://run.unl.pt/handle/10362/103742. Acesso em: 09 abr. 2021.

CASIMIRO, Tânia Manuel; NEWSTEAD, Sarah. 400 Years of water consumption: early modern pottery cups from Portugal. Ophiussa, v. 3, p. 145-153, 2019. Disponível em: https://run.unl.pt/handle/10362/93108. Acesso em: 09 abr. 2021.

NOELLI, Francisco Silva; SALLUM, Marianne. A cerâmica paulista: cinco séculos de persistência de práticas tupiniquim em São Paulo e Paraná, Brasil. Mana,  Rio de Janeiro,  v. 25, n. 3, p. 701-742,  dez.  2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-49442019v25n3p701. Acesso em: 09 abr. 2021.

PANICH, Lee M. Archaeologies of Persistence: reconsidering the legacies of colonialism in native North America. American Antiquity, v. 78, n. 1, p. 105–122, jan. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.7183/0002-7316.78.1.105. Acesso em: 09 abr. 2021.

RODRIGUES, Aryon D.; CABRAL, Ana Suelly A. C. Tupían. In: CAMPBELL, L; GRONDONA, V. (eds.). The indigenous languages of South America: a comprehensive guide. Berlin: De Gruyter Mouton, 2012. p. 495-574. v. 2. Disponível em: https://amerindias.github.io/referencias/camgro12southamerica.pdf. Acesso em: 09 abr. 2021.

SALLUM, Marianne; NOELLI, Francisco. “A pleasurable job”… Communities of women ceramicists and the long path of Paulistaware in São Paulo.
Journal of Anthropological Archaeology, v. 61, p. 1-12, mar. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jaa.2020.101245. Acesso em: 09 abr. 2021.

SILLIMAN, Stephen. Colonialism in Historical Archaeology. In: ORSER, C. E. et al. (eds.). Handbook of Global Historical Archaeology. London: The Routledge, 2020. Disponível em: https://cutt.ly/Nc1WyPi. Acesso em: 10 abr. 2021.

XAKRIABÁ, Célia. Amansar o giz. Belo Horizonte: PISEAGRAMA, n. 14, p. 110 – 117, 2020. Disponível em: https://piseagrama.org/amansar-o-giz/. Acesso em: 10 abr. 2021.